Palácio do Jaburu gastou
em abril o suficiente para abastecer cem pessoas
O consumo de água no
Palácio do Jaburu mais do que dobrou nos primeiros quatro meses deste ano, em
comparação com o mesmo período de 2016. Desde a o começo do ano, o
Distrito Federal está em situação de emergência e correndo risco de ficar sem
água devido ao baixo volume de chuvas que fez com que os reservatórios
chegassem aos menores níveis da história. No mesmo período deste ano, a
residência oficial gastou 1.660 m³ (1,66 milhão de litros). Para efeito de
comparação, o R7 solicitou ao Senado Federal dados referentes ao
consumo de água nos apartamentos funcionais onde moram alguns
senadores. No mês de abril, um dos blocos com 24 apartamentos consumiu 462
mil litros, enquanto o Jaburu sozinho teve gasto de 498 mil
litros. Mantendo a ideia de 160 litros/dia por pessoa, a quantidade de
água usada no Jaburu em abril é suficiente para abastecer 100 pessoas.
O gasto diário do palácio em abril foi de 16,6 mil litros, em média. Para via
de dados, uma família brasileira com quatro pessoas gasta, em média, 740 litros
de água por dia, segundo dados da ONU.
Moradores das regiões administrativas do DF (antigas cidades satélites)
enfrentam desde 16 de janeiro um dia de interrupção do fornecimento de água por
semana, seguido de dois dias de volume reduzido. Essas medidas demoraram pouco
mais de um mês para chegar ao Plano Piloto, onde localizam-se as residências
oficiais, ministérios e todo o aparato governamental. A Esplanada dos
Ministérios e os palácios, no entanto, ficaram de fora do racionamento. O
presidente da Caesb, Maurício Luduvice explicou ao R7 que o
motivo da exclusão:
— É importante dizer que essa região [Esplanada dos Ministérios e palácios] tem
consumo relativamente pequeno, e de onde toda a população brasileira depende do
bom funcionamento dos órgãos. Mesmo assim estamos reduzindo o abastecimento. Os
anexos [dos ministérios] estão passando por rodízio. Esses órgãos estão fazendo
esforço e reduzindo consumo. Há a questão técnica também por esta ser a área
mais antiga de Brasília [a alteração no abastecimento poderia causar danos às
tubulações].
Leia abaixo a íntegra
das respostas da Presidência:
R7- Qual é o motivo do aumento do consumo de
água no Jaburu?
Não é possível fazer a comparação do consumo
de água, no período sugerido, uma vez que a natureza da ocupação do Palácio do
Jaburu mudou entre os primeiros quatro meses deste ano com o igual período de
2016.
Entre janeiro e abril do ano passado, o local era moradia apenas do
vice-presidente da República, com um aparato de segurança e servidores.
Já no primeiro quadrimestre de 2017, o Jaburu passou a ser moradia do
presidente da República e de toda a sua família, razão pela qual houve um
aumento do aparato de segurança e do número de servidores que prestam apoio no
local.
R7- Foi adotada alguma medida para
estimular a economia no palácio desde o início da crise hídrica?
Com o objetivo de racionalização e redução
do consumo de água, a Vice-Presidência da República realizou a manutenção do
sistema de drenagem, recirculação e tratamento das piscinas, bem como,
manutenção do sistema de água aquecida. Estão sendo realizados estudos para
melhoria do sistema de jardinagem.
R7- A reportagem constatou que o gasto
do Palácio do Jaburu em um mês é suficiente para abastecer 100 pessoas (com
consumo médio de 160 litros/dia/pessoa). Quantas pessoas residem naquele local?
Atualmente, além da família do Presidente da
República, trabalham no local prestadores de serviços, servidores e seguranças,
em diferentes escalas de serviço, que se revezam diuturnamente na residência
oficial. Destaca-se que o Palácio Jaburu tem 4.283 m² de área construída dentro
de um terreno de 190.000 m², necessitando, portanto, além da conservação da
edificação, da adequada manutenção da área verde do Palácio, que é projeto
desenvolvido pelo mundialmente conhecido paisagista Roberto Burle Marx.
Dados obtidos pelo R7 por
meio da Lei de Acesso à Informação mostram que de janeiro a abril de 2016, o
Jaburu consumiu 784 m³ de água, ou 784 mil litros (confira gráfico abaixo
com o gasto mensal).
fonte: Fernando Mellis, do R7, com colaboração de Mariana Londres, em Brasília, disponível em http://noticias.r7.com/brasil/na-pior-crise-hidrica-da-historia-do-df-residencia-oficial-de-temer-dobra-consumo-de-agua-05062017
Entre janeiro e abril do ano passado, o local era moradia apenas do vice-presidente da República, com um aparato de segurança e servidores.
Já no primeiro quadrimestre de 2017, o Jaburu passou a ser moradia do presidente da República e de toda a sua família, razão pela qual houve um aumento do aparato de segurança e do número de servidores que prestam apoio no local.
R7- Foi adotada alguma medida para estimular a economia no palácio desde o início da crise hídrica?
Com o objetivo de racionalização e redução do consumo de água, a Vice-Presidência da República realizou a manutenção do sistema de drenagem, recirculação e tratamento das piscinas, bem como, manutenção do sistema de água aquecida. Estão sendo realizados estudos para melhoria do sistema de jardinagem.
R7- A reportagem constatou que o gasto do Palácio do Jaburu em um mês é suficiente para abastecer 100 pessoas (com consumo médio de 160 litros/dia/pessoa). Quantas pessoas residem naquele local?
fonte: Fernando Mellis, do R7, com colaboração de Mariana Londres, em Brasília, disponível em http://noticias.r7.com/brasil/na-pior-crise-hidrica-da-historia-do-df-residencia-oficial-de-temer-dobra-consumo-de-agua-05062017

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