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USO RACIONAL E CONSERVAÇÃO DE ÁGUA PARA CONSTRUÇÕES

Setor deve intensificar as soluções de uso racional e conservação

A crise hídrica lança luz sobre três aspectos: a redução da demanda por água, o controle do consumo e o uso de fontes alternativas. A boa gestão da água é recomendada para nortear toda cadeia produtiva do setor de construção, desde a extração da matéria-prima e fabricação de um produto, passando pela fase do projeto imobiliário, a execução da obra, até o produto final, o que minimiza os impactos ambientais, amplia a competitividade econômica das empresas e dá respostas às demandas da sociedade.

Especialistas apontam que o caminho está na redução do consumo de água potável, sem prejuízo do desempenho, na gestão da demanda, na redução do desperdício e das perdas e em minimizar a geração de efluentes. Além de investimentos em desenvolvimento tecnológico e na busca de soluções para aumentar a disponibilidade hídrica, como, por exemplo, a utilização da água de reúso.

Viabilizar edificações em que o usuário possa ter uma prática econômica do consumo, empregar materiais e sistemas construtivos mais sustentáveis, adotar medidas de consumo consciente nos canteiros de obras e utilizar fontes alternativas de água são algumas das boas práticas que garantem que a água seja utilizada de forma adequada pela construção civil.

Ainda na fase de execução da obra é possível adotar medidas no dia a dia para a conservação da água, como monitoramento do consumo, escolha do sistema construtivo, conscientização e reúso.

O Manual de Conservação e Reúso da Água em Edificações indica, antes da implantação de um canteiro de obras, que seja feito um estudo do abastecimento de água e da condição de captação de esgoto; se existirem redes no local, devem ser providenciados os pedidos de ligação oficiais na concessionária. Devem ser evitadas improvisações, tais como instalações precárias de empréstimo de água com vizinhos, uso de poços de superfície etc.


Existem muitas formas de se utilizar fontes alternativas de água durante a execução de uma obra, mas a instrução é planejar as ações com antecedência e realizar um estudo de viabilidade técnico e econômico. “Temos trabalhado com projetos de aproveitamento de água de chuva, reúso de água de lava-rodas, reúso de águas cinza e/ou esgotos sanitários numa obra. 

fonte: autora Aline Moura, com alterações, disponível em anicer.com.br

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